
Dentre todas as poesias que escrevo, de maior ou menor relevo, as que me fazem mais sofrer, são aquelas que ninguém conseguiu ler. Dedicação que não se pode compreender, esforço que não se faz ver, como o tempo pelos dedos a escorrer, investimento que se faz perder. Me fizeram sofrer as poesias que escrevi no ar, sem hesitar, os versos que rabisquei com nos pés na água, que em correnteza fizeram sumir toda a beleza, e também a mágoa. Como estrela cadente, contente foi quem viu, mas como logo sumiu a estrela que caiu, que brilhou só um pouco, e eu como louco, vi sozinho. Fui eu quem viu.
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