
Hoje em especial, lembro-me dos que exercem a maternidade e a paternidade em solidão. Falo daquelas pessoas que enquanto abençoadas com uma criança, por uma vastidão de motivos não tiveram a sorte de ter um companheiro ao seu lado. Não me refiro aos pais mães separados, pois muitos deles tiveram a sorte de escolher a companheira(o) certa para gerar um filho, e ainda que a união do casal lamentavelmente não tenha alcançado o sucesso, ainda que distantes, se dividem e se desdobram na criação e educação do filho.
Dedico estas palavras, aos que por um tropeço do destino, acabaram tendo que exercer sozinhos as funções de mãe e pai. Aqueles que o destino enlutou com a perda do seu parceiro, outros que perderam seus parceiros pelas esquinas da vida, e os que lamentavelmente elegeram a pessoa errada para receber tal benção.
Aos enlutados, o desejo sincero de que um olhar do paraíso lhes seja dirigido e que anjos se unam para lhe apoiar nessa luta aparentamente solitária.
Aos que abandonam seus filhos, ou deixam de ter para com eles o amor e o respeito que só relações de afeto dessa natureza permitem, lamento, mas deixo de lhes dedicar qualquer palavra, até mesmo, por acreditar que nenhuma palavra atinge aos que não têm alma.
Aos pais e mães merecedores destas palavras, sei bem que não bastam conselhos muito menos críticas. Creio apenas que a solidariedade ainda é o único e mais belo sentimento com tais heróis.
Se o cansaço deste dia se abate agora sobre você, descanse em paz, e se alguma tristeza lhe restar antes do sono, olhe bem para o milagre que você está construindo agora sozinho. Veja com a alma a sua mais bela criação, que antes lhe estendia a mão para pedir a mamadeira, depois para encontrar em você a segurança nos primeiros passos, e depois o pedido curioso para descobrir a vida. Agora estende a mão carinhosa sobre sua cabeça para acariciar seus cabelos desarrumados pelo dia, e assim essa criança lhe devolve o milagre em forma de carinho.
É lógico que haverá o momento em que os desentendimentos virão, e até por ter que exercer solitário essas duas funções, os erros acontecerão. Aceite-se bem em relação a isso, pois você exerce dois papéis numa peça que foi escrita para dois. E somente por isso, você já merece um prêmio. Se te faltar tempo para essa ou aquela cena, tenha calma, e mantenha sua concentração na cena seguinte. Não pare a peça. Não deixe que a pessoa ausente te deixe desistir do que há de mais belo em sua vida.
Os ausentes não estarão na platéia pode ter certeza, e mesmo assim alguns gostariam, mas não podem te aplaudir. Outros jamais compreenderão para que servem os aplausos.
Então repouse, e se encontrar dificuldades para dormir diante do tamanho do seu cansaço, peça ao seu filho um colo. Deite-se humana e sinceramente no colo de quem você tanto acariciou, e se possível, peça para que ele lhe conte a história que transcrevo a seguir.
“Na Romênia um jovem Pai, todos os dias levava seu filho na escola. Todos os dias ele conduzia cuidadosamente seu filho até a porta da sala de aula. Ali, ele o abraçava e dizia ao filho: Filho. Aconteça o que acontecer, eu sempre vou estar ao teu lado.
Um dia como em todos os outros, o Pai deixou o filho na escola e foi trabalhar. No meio do dia aconteceu um terremoto que balançou violentamente toda cidade. Imediatamente aquele pai lembra o filho que deixara na escola. Quase instintivamente, num salto sai correndo em direção da escola ao aproximar aquele pai vislumbra com a cena mais aterradora que até então vira. Aquela escola que se via de longe, pois era um prédio de quatro andares não havia mais. Aquele lugar era um desolador monte de ferro retorcido, tijolos e poeira. O pai aterrorizado começa a gritar o nome do filho muita gente se une ao seu lamento, as horas passam começam as busca mais, como toda cidade sofria da mesma tragédia de repente aquele pai se vê sozinho em seu lamento
.
Com o passar dos dias muitos que solidarizavam com seu lamento foram embora, outros passavam a aconselhar-lhe a também desistir, pois o TUDO falava que nada mais podia ser feito. Aquele PAI teve uma idéia, começando da fachada do suposto portão aquele homem mentalmente traça uma linha imaginaria até o que seria a sala que seu filho estudava. Os dias iam passando e o Pai diante daquela sala imaginaria tirava entulho e mais entulho. Sempre que desanimava este lembrava a promessa que dissera ao filho. Filho aconteça o que acontecer, eu estarei do teu lado.
Quinze dias se foram e aquele pai cavava com todas as forças disponíveis. Até que ao remover uma pedra ouve um grito muito fraco e reconhece que era a voz do filho. Num ultimo esforço agora aquele pai cava com todo vigor. Estão descobre uma laje caída na transversal poupando a vida do filho e a de mais 14 crianças.
Imediatamente toda a imprensa do mundo e convocada para testemunhar aquele evento emocionante. Ainda fraco sendo colocado na maca para ir para um hospital um repórter pergunta aquele menino o que lhe deu forças para vencer todos aquele dias de espera por um resgate. Aquele menino em lagrimas abraçado ao pai diz: Foi meu Pai quando todos ficavam desanimados eu lhes dizia que o meu Pai viria nos tirar daqui, pois ele sempre me dizia: Filho aconteça o que acontecer eu estarei sempre do teu lado.” (http://www.oguiadeitajuba.com.br/Cronica/mensagem/cronicas_agosto_aconteca%20o%20que%20acontecer.html )
Com essas palavras, apesar de você ter ficado com toda a responsabilidade em relação ao seu filho, tenha certeza que você ficou com a maior parte da benção, que é de ter essa criança ao seu lado agora.
Boa Noite, e tenha bons sonhos, apesar de que o melhor dos sonhos hoje você pode viver acordado.

Uma homenagem a A.F.N.
Ps.: Se você conhece alguém que merece essa homenagem, mande esse texto e manifeste seu apoio.
Deixe um comentário